domingo, 20 de agosto de 2017

Rock na Praça com Dudé Casado, Profissionais Liberais e 4Stagio



Rock na Praça
Show com Dudé Casado, Profissionais Liberais e 4Stagio + DJ
Domingo, 20 de agosto de 2017, a partir das 17h
Na Praça da Prefeitura de Juazeiro do Norte-CE
Gratuito.

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Esotéricos e Os Transacionais fazem show de encerramento do Rock Cordel



Esotéricos (Fortaleza-CE)
“Inspirado no álbum Tropicália, o projeto Esotéricos encontra um oceano para navegar. Fazendo clara referência ao título da música de Gil, e trazendo elementos presentes até hoje na música brasileira contemporânea, os amigos Marina Cavalcante, Matu Miranda, Raul Porfírio, Makito Vieira e Igor Ribeiro apresentam, além das canções presentes no disco citado, diversas músicas eternizadas nas vozes e personalidades de personagens atemporais desse período que tanto significou para o cenário musical, político e cultural do país.” (release da produção do evento)




Os Transacionais (Fortaleza-CE)
“Os Transacionais surgem com uma proposta de resgatar o melhor da música brasileira produzida nas décadas de 60 e 70, indo do Iê Iê Iê ao rock psicodélico, passeando pelo samba-rock e carimbó, unindo a descontração do afoxé e o frevo. O projeto visa resgatar a memória musical do Brasil através de um trabalho sério de pesquisa de época e experimentação. Um apanhado dentre variados estilos, ritmos e temáticas provenientes das diversas regiões do país. O Transacionais são: Jolson Ximenes (voz/baixo); Vitoriano Mendes (voz/guitarra); Miguel Basile (voz/guitarra); Dângelo Feitosa (bateria) e Anael Guimarães (percussão).” (release da produção do evento)
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Rock Cordel 2017 - Tropicália 50 anos
Show com Esotéricos e Os Transacionais
Domingo, 20 de agosto de 2017, a partir das 19h
Na Praça do Teatro Marquise Branca
Juazeiro do Norte-CE
Entrada gratuita.

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sábado, 19 de agosto de 2017

David Ávila e Lorena Nunes são as atrações do Rock Cordel neste sábado



David Ávila (Fortaleza-CE)
“O projeto UmBandaDois vem com a ideia de transitar pela música negra brasileira e mundial. Bossa Nova, Xote, samba, New Soul, Jazz, Hip Hop e Reggae entram em fusão quando o TRIO sobe para tocar. Os músicos e produtores David Ávila (voz e guitarra/loops), Netinho de Sá (baixo elétrico/synth) e Igor Ribeiro (bateria/percussão/loops) são os responsáveis por essa experiência sonora. Em 2017 o Trio entra em turnê com o show Soul do Brasil passeando por grandes nomes brasileiros da música popular, tais como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Novos Baianos, entre outros, trazendo uma seleção de repertório riquíssima do que nosso país nos proporciona.” (release da produção do evento)




Lorena Nunes (Fortaleza-CE) - Show Homenagem à Tropicália
“A cantora e compositora Lorena Nunes, considerada uma das maiores vozes do cenário atual da música cearense, apresenta show especial, em homenagem à Tropicália. No espetáculo, a cantora e compositora revisita clássicos do movimento estético surgido nos anos 60, com canções de nomes que foram fundamentais no Tropicalismo, como Mutantes, Caetano Veloso, Gilberto Gil, entremeadas por sucessos do seu disco Ouvi Dizer Que Lá Faz Sol, como ‘Alegria Amarela’ e ‘Ai de Mim’.” (release da produção do evento)
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Rock Cordel 2017 - Tropicália 50 anos
Shows com David Ávila e Lorena Nunes
Sábado, 19 de agosto de 2017, a partir das 19h
Na Praça do Teatro Marquise Branca
Juazeiro do Norte-CE
Entrada gratuita.

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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

‘Bye Bye Brasil’, filme de Carlos Diegues, em exibição no Cine Café



Cine Café do CCBNB Cariri (com mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Bye Bye Brasil
Ficha técnica:
Título original: Bye Bye Brasil
Direção: Carlos Diegues
Roteiro: Carlos Diegues, Leopoldo Serran
Elenco: José Wilker, Bety Faria, Fábio Júnior, Zaira Zambelli, Jofre Soares, José Maria Lima, Emmanuel Cavalcante, Rinaldo Gines, Marieta Severo, José Carlos Lacerda
Duração: 105 minutos
Ano: 1979
País de origem: Brasil

“Salomé, Lorde Cigano e Andorinha são três artistas ambulantes que cruzam o Nordeste do Brasil com a Caravana Rolidei, fazendo espetáculos para camponeses, cortadores de cana, índios etc., sempre fugindo da concorrência da televisão.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição no sábado, 19 de agosto de 2017, às 17h30
No Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri (Juazeiro do Norte). Entrada gratuita.

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Shows com Casa de Velho e The Baggios no Rock Cordel 2017



Casa de Velho (Fortaleza-CE)
“Casa de Velho atua no cenário artístico da cidade de Fortaleza desde 2015. Composto atualmente por Mateus Mesmo, Rami Freitas, Plínio Câmara e Marcus Au Coelho. As composições em si trazem o impulso para esse trabalho cênico-musical que o show propicia, criando uma dramaturgia fragmentada e potente que instiga a plateia. A possibilidade de receber a música por outros canais da percepção, os ouvidos, os olhos e a troca de energia intensa e visceral. Casa de Velho compreende a música e o teatro como linguagens vivas que pulsam e se transmutam. Com teatro de bonecos (feitos com material reciclável), trabalho corporal e de composição cênica que acontece entre os músicos no palco; além de uma música que traz a expressão da música popular brasileira, forró, samba e ainda rock’n’ roll e o latin jazz, mas, ao mesmo tempo, resguardando uma identidade própria em sua música.” (release da produção do evento)




The Baggios (São Cristóvão)
“Criada em 2004 na cidade de São Cristóvão, Sergipe, a banda The Baggios é uma das mais inventivas da atualidade, tanto pelo blues rock cheio de personalidade, como pela curiosa formação; Julio Andrade (guitarra e voz) e Gabriel Carvalho (bateria). Tem colecionado elogios pelo mundo por suas apresentações viscerais e originalidade em seus álbuns, que trazem timbres clássicos e mesclam muito bem riffs blueseiros com o peso do rock setentista e a música brasileira. Em Brutown, o aclamado terceiro álbum de estúdio, indicado ao Prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos e Artes) e Prêmio Bravo, e presente nas principais listas de melhores álbuns de 2016, como a da Rolling Stone e Jornal Estadão, o The Baggios traz como conceito uma cidade que beira o caos e aborda temas que dialogam com o cotidiano do Brasil e do mundo.” (release da produção do evento)
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Rock Cordel 2017 - Tropicália 50 anos
Shows com Casa de Velho e The Baggios
Sexta-feira, 18 de agosto de 2017, a partir das 19h
Na Praça do Teatro Marquise Branca
Juazeiro do Norte-CE
Entrada gratuita.

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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Noiz Pela Rua: evento beneficente em prol dos moradores de rua



Noiz Pela Rua - Evento beneficente em prol dos moradores de rua
Game Of Skate - Primeiro lugar: 1 tattoo no valor de R$150,00
DJ Theoo e Pockets Show de Rap
Rafer, Tony GDF, Skinny, SDJ (Sede de Justiça), Nayara Rav
Domingo, 20 de agosto de 2017, 16h
No CRASS do João Cabral (Rua da Paz, Juazeiro do Norte-CE)
Entrada: doação de roupas (de preferência de frio), lençol, etc.

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Dudé Casado faz show em Crato



Show de Dudé Casado
Sexta-feira, 18 de agosto de 2017, 22h
No Casarão Boteco (Crato-CE)
Preço único: R$10,00.

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Shows com Aquiles Salles e Abidoral Jamacaru no Rock Cordel 2017



Aquiles Salles - Show Antropofagia Tropical
“Aquiles Salles é compositor, guitarrista e intérprete. Há mais de uma década vem desenvolvendo trabalhos autorais no Cariri Cearense. No show ‘Antropofagia Tropical’, com banda formada pelos músicos Lituan Sanssara (Bateria), Vinícius Saravá (Teclado) e Thiago Lonel (Baixo), Aquiles Salles apresenta um repertório diversificado que dialoga muito bem com o hibridismo característico de sua personalidade musical. Incluem-se no programa deste show, preparado especialmente para o Festival Rock Cordel, promovido pelo CCBNB Cariri, versões de músicas Tropicalistas e pós-tropicalistas, tais quais Caetano Veloso, Tom Zé e Novos baianos, além de composições autorais inéditas e outras compostas em parceria nas bandas das quais participou.” (release da produção do evento)




Abidoral Jamacaru
“Abidoral Jamacaru é um músico caririense com dois discos antológicos gravados e esgotados que se tornaram cults: Avalon (1986) e O Peixe (1998), além do também antológico Bárbara (2008). Tem parcerias com Xico Xaves, Flávio Paiva, Dalmo Castelo, Patativa, Pachelly Jamacaru, Cleilson, Zé Flávio, Geraldo Urano, João Nicodemos, Alano Freitas e músicas gravadas por Dalmo Castelo, Elza Maria, Eugênio Leandro, Aparecida Silvino, Cinco em Ponto, Luiz Carlos Salatiel, Pachelly Jamacaru. Em fase de renovação, o cantor, inspiração das novas gerações de músicos caririenses, traz um pouco dessa juventude na nova formação de sua banda composta pelo baixista Thiago Leonel, os teclados de Vinícius Saravá e do baterista Carlysson de Lavor, além da guitarra de Jocean Donelardy.” (release da produção do evento)
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Rock Cordel 2017 - Tropicália 50 anos
Shows com Aquiles Salles e Abidoral Jamacaru
Quinta-feira, 17 de agosto de 2017, a partir das 19h
No Teatro do Centro Cultural - CCBNB Cariri
Juazeiro do Norte-CE
Entrada gratuita.

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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Quebra Tranca faz show de abertura do Rock Cordel 2017



“Quebra Tranca é um projeto de música autoral, formado por um virtuoso trio da cidade de Crato, no Cariri Cearense. A banda teve seus primeiros encontros e atividades musicais em fevereiro de 2012. O grupo espalha uma poesia tão provocadora quanto a musicalidade ‘atrevida’, pois, abusam da diversidade e liberdade rítmica, mas sempre deixando um traço natural da brasilidade no grupo. Envolto de muito suingue, fica claro, como influência, a música brasileira na banda. Estilos musicais como o jazz, samba, blues, rock n'roll e funk, também são, de forma espontânea, presentes na música da Quebra Tranca, que tem como objetivo romper as barreiras que possam separá-los da liberdade de expressão em todas as suas formas. Traz em seu repertório canções do grande ícone da música brasileira Tom Zé, cujas composições são umas das influências da banda. Tom Zé, nos anos 60, participou ativamente do movimento Tropicália, sua voz alternativa se tornou influente no cenário da música nacional.” (release da produção do evento)
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Rock Cordel 2017 - Tropicália 50 anos
Show com a banda Quebra Tranca
Quarta-feira, 16 de agosto de 2017, 19h
No Teatro do Centro Cultural - CCBNB Cariri
Juazeiro do Norte-CE
Entrada gratuita.

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terça-feira, 15 de agosto de 2017

‘Sinfonia da Necrópole’, filme de Juliana Rojas, no Cine Sesc Juazeiro



Cine Sesc Juazeiro
Mostra Agosto Brasileiro no Sesc Juazeiro
Exibição do filme Sinfonia da Necrópole
Ficha técnica:
Título original: Sinfonia da Necrópole
Direção e roteiro: Juliana Rojas
Elenco: Eduardo Gomes, Luciana Paes, Hugo Villavicenzio, Germano Melo, Augusto Pompeo e Paulo Jordão
Duração: 85 minutos
Ano: 2014
País de origem: Brasil

“Deodato é um aprendiz de coveiro pouco animado com o ofício. A paixão por Jaqueline, funcionária do serviço funerário, o impede de pedir demissão, mas estranhos eventos abalam seu estado psicológico.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição na quarta-feira, 16 de agosto de 2017, às 19h
No Sesc Juazeiro do Norte-CE. Entrada gratuita.

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sábado, 12 de agosto de 2017

‘Entre a Loura e a Morena’, filme de Busby Berkeley, no Cine Café



Cine Café do CCBNB Cariri (com mediação de Raquel Morais e curadoria de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Entre a Loura e a Morena
Ficha técnica:
Título original: The Gang's All Here
Direção: Busby Berkeley
Roteiro: Walter Bullock, Nancy Wintner, George Root Jr., Tom Bridges
Elenco: Alice Faye, Carmen Miranda, Phil Baker, Benny Goodman, Benny Goodman Orchestra, Eugene Pallette, Charlotte Greenwood, Edward Everett Horton, Tony De Marco, James Ellison
Duração: 103 minutos
Ano: 1943
País de origem: Estados Unidos

“Uma cantora chamada Edie Allen conhece o Sargento Andy Mason, mas este deve cumprir uma missão no Pacífico. Após uma festa onde eles se reencontram, Edie descobre que Andy e seu pai são ricos e, além disso, ele está prestes a se casar com uma moça chamada Vivian.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição no sábado, 12 de agosto de 2017, às 17h30
No Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri (Juazeiro do Norte). Entrada gratuita.

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sexta-feira, 11 de agosto de 2017

‘Mais tarde, mais forte’, composição de Abidoral Jamacaru




Mais tarde, mais forte
(Abidoral Jamacaru)

Tudo tem tempo de ser
E quando um grito custa a nascer
Se atira além do horizonte
Viaja nos quatro ventos

Estala que nem chicote
Ressoa muito pra pouco chão
Dói, lateja, explode
E voa sem direção

Dói na canção, dói no refrão
Tem força de água de cheia
Que cai no mar e passeia

Tem madrugada morrendo
Tem aurora raiando
Tem tempo parindo dia
Tem novo grito sangrando.


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Abidoral Jamacaru, no disco Bárbara (2008)
Capa do disco: Reginaldo Farias.

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quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Clube do Leitor de agosto discute Movimento Tropicália



“Dentro da programação do #RockCordel2017 teremos nesta sexta-feira, dia 11, mais um Clube do Leitor.

Com o tema ‘Consolidação do Movimento Tropicália na Cultura Brasileira’, o Prof. Émerson Cardoso, de Juazeiro do Norte-CE, vai fazer um super bate-papo com o público, contextualizando a época em que a Tropicália surgiu.

O ano é 1968. Em plena ditadura militar, surgiu o Movimento Tropicalista Brasileiro, como forma de transgressão cultural que, na música, notabilizou-se pelo lançamento do disco Tropicália ou Panis et Circensis, tendo como seus protagonistas Tom Zé, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa, Torquato Neto, entre tantos outros.

O Movimento Tropicália conquistou outras formas de linguagens artísticas, como a poesia, o cinema, as artes plásticas, entre outros. Neste Clube do Leitor, o mediador e público conversarão sobre esse universo que sincronizou o mundo artístico-cultural, apesar de sua pouca temporalidade.

O Clube do Leitor do mês de agosto acontecerá, excepcionalmente, no Memorial Padre Cícero durante a I Flijuno (Festa do Livro de Juazeiro do Norte), às 14h, com entrada franca.” (sinopse da divulgação do evento)
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Clube do Leitor - Rock Cordel 2017 - Tropicalismo 50 Anos
Consolidação do Movimento Tropicália na Cultura Brasileira
Facilitador: Prof. Me. Émerson Cardoso
Sexta-feira, 11 de agosto de 2017, 14h
No Memorial Padre Cícero (dentro da I Flijuno)
Entrada gratuita.

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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Feira Cariri Criativo de agosto de 2017



Feira Cariri Criativo
De 10 a 12 de agosto de 2017, das 18h às 22h
Na RFFSA (Crato-CE)
Gratuito.

Programação:

10/08 (quinta-feira):
18h às 22h: Vinil - Evandro Peixoto e Anderson Almeida
19h: Teatro de Caixa
20h: Poema na Feira - Lançamento da Revista Satírika

11/08 (sexta-feira):
18h30: Rodoró de Histórias - Bete Pacheco
20h30: Show - Contos do Homem Comum
*Poema na Feira - Microfone livre

12/08 (sábado):
18h: Cine Arte Clube - Filme Caboclinha
18h30: Discotecagem - Franklin Arruda
20h: Show - Tiro Certeiro
*Poema na Feira - Microfone livre.

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terça-feira, 8 de agosto de 2017

Espetáculo ‘Cardinal’ em Crato



Espetáculo Cardinal

Release:
 Eu sou Ofélia, Electra, Medeia, formiga, barata e abelha. Eu sou a noite e a luz do dia. Eu sou vontade e medo. Eu sou Francisca, Margarida, Gioconda, Julieta, Elisabete e Maria. Eu sou vagina, buceta, xereca, barata, aranha, pepeca e órgão genital feminino. Eu sou Helena sem Troia, Leia sem Hansolo, eu sou Mulher-Maravilha sem Superman e quando quero sou mulher-sem-ser-maravilha. Eu sou Electra sem fogão e Medéia fazendo um aborto seguro em um hospital público. Eu sou a escolha de ser ou não mãe sendo mulher, eu sou um corpo que pensa e tem direito de escolher. Eu sou... (release da produção do espetáculo)

Sinopse:
Cardinal é uma mulher que abandona o seu cotidiano após refletir sobre sua condição humana. Nessa manifestação, ela recorre a si, como tem sido vista diante da sociedade em que está inserida, sua personalidade dita - cuja desgredada diante do dito - cujo normal. Abandonada, declama suas questões mergulhadas em gritos de dores. Optou varrer as noites pensando, articulando e calculando como dar um sentido a sua vida, um ciclo de deterioração mental de uma mulher devido ao desespero e a solidão. Tendo um whisky barato, cigarros falsos e latas de feijões prontos como sua única companhia. Como se manter sã em um mundo tão caótico e patriarcal em que ela se encontra, é a grande e única questão de sua razão existencial. Com uma dramaturgia tecida em sala de ensaio, o trabalho discute o lugar da mulher na sociedade atual, em paralelo com a reflexão dos “ditos loucos”, investigados a partir dos estudos de Michael Foucalt[1], Deleuze, Peter Pelbart e outros filósofos do cotidiano “ditos loucos” que se encontram nas ruas do Cariri cearense. Nessa experiência artística, temos nos amparado também nas influências cinematográficas para ambientar o espetáculo no mundo caótico e instável da figura em questão. Alguns nomes como Martin Scorsese, Quentin Tarantino e Alan Moore, interferem diretamente na visualidade e presentificação da cena. Cardinal é a degustação de um gole de café, onde na preparação a água quente se constitui a partir da inspiração dos escritos de Rosa Luxemburgo, Sarah Kane, Chista Wolf, e onde “açúcar e pó de café” se misturam aos trechos de Heiner Müller e Antonin Artaud, com o propósito de degustarmos de forma coletiva desse café. Parafraseando Artaud: a cena busca tornar-se metaforicamente uma doença (peste) que contagia e envolve a plateia de forma igualitária, independente da profundidade em que o público permitirá se envolver.

[1] Quis o destino, infelizmente, que as coisas fossem mais complicadas. E, de um modo geral, que a história da loucura não pudesse servir, em caso algum, como justificativa e ciência auxiliar na patologia das doenças mentais. A loucura, no devir de sua realidade histórica, torna possível, em dado momento, um conhecimento da alienação num estilo de positividade que a delimita como doença mental; mas não é este conhecimento que forma a verdade desta história, animando-a desde sua origem. (Foucault, 2008, p.19) (release da produção do espetáculo)

Ficha técnica:
Encenação e iluminação: Jamal Corleone
Atuação e dramaturgia: Barbara Leite Matias
Produção executiva, concepção de figurino e cenário: Coletivo Atuantes em Cena
Arte Gráfica: Luna
Indicação: 16 anos
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Encenações do espetáculo Cardinal
Dias 10 e 11 de agosto de 2017, 19h30
Na Casa Ninho (Rua Ratisbona, 266, Centro, Crato-CE)
Ingresso: R$10,00 (inteira) e R$5,00 (meia).

Teaser - Espetáculo Cardinal:

‘Andarilho’, filme de Cao Guimarães, em exibição no Cine Sesc Juazeiro



Cine Sesc Juazeiro
Mostra Agosto Brasileiro no Sesc Juazeiro
Exibição do filme Andarilho
Ficha técnica:
Título original: Andarilho
Direção, fotografia e edição: Cao Guimarães
Personagens: Gaúcho, Nercino, Paulão
Duração: 80 minutos
Ano: 2007
País de origem: Brasil

“Entre Montes Claros e Pedra Azul, no nordeste de Minas Gerais, três andarilhos solitários percorrem trajetórias distintas, relacionando-se, cada um do seu jeito, com os elementos de um mundo onde tudo é transitório. Entre imagens das estradas e as vozes dos personagens, o documentário divaga sobre questões existenciais dos andarilhos” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição na quarta-feira, 09 de agosto de 2017, às 19h
No Sesc Juazeiro do Norte-CE. Entrada gratuita.

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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

‘Rashomon’, filme de Akira Kurosawa, em exibição no Cine Sesc Crato



Cine Sesc Crato
Mostra Jidaigeki - Viajando com Kurosawa ao Japão Feudal
Exibição do filme Rashomon
Ficha técnica:
Título original: Rashōmon
Direção: Akira Kurosawa
Roteiro: Ryunosuke Akutagawa (histórias), Akira Kurosawa
Elenco: Toshiro Mifune, Machiko Kyô, Masayuki Mori, Takashi Shimura, Minoru Chiaki, Kichijiro Ueda, Fumiko Honma, Daisuke Katô
Duração: 88 minutos
Ano: 1950
País de origem: Japão
Classificação indicativa: 14 anos

“Um camponês, um lenhador e um sacerdote se refugiam de uma tempestade nas ruínas do Portão de Rashomon, no Japão do século XI. O sacerdote e o lenhador descrevem ao camponês um julgamento do qual foram testemunhas - do assassinato de um samurai e do estupro de sua mulher. Em flashback, o julgamento é contado por meio dos relatos divergentes e dúbios de quatro testemunhas.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição na segunda-feira, 07 de agosto de 2017, às 19h
No Sesc Crato-CE. Entrada gratuita.

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domingo, 6 de agosto de 2017

Projeto “A Dramaturgia do Debate”, de Salvador (BA), faz curta temporada em Juazeiro do Norte



O projeto, que vem diretamente de Salvador (BA), traz a Juazeiro do Norte oficina e espetáculo que tem no elenco Aldri Anunciação (vencedor do prêmio Jabuti de Literatura) e a direção de Lázaro Ramos.

Entre os dias 08 e 12 de agosto, Juazeiro do Norte receberá o projeto “A Dramaturgia do Debate”. Com idealização da empresa Melanina Acentuada Produções Artísticas e a produção da Giro Planejamento Cultural, o projeto conta com patrocínio do Banco do Nordeste através da Lei Rouanet, do Ministério da Cultura.

O projeto é composto por uma oficina de dramaturgia gratuita, voltada sobretudo para estudantes (a partir de 15 anos) da rede pública de ensino. Todas as ações acontecerão no Centro Cultural Banco do Norte Cariri.

A oficina que será ministrada por Aldri Anunciação, entre os dias 08 e 10 de agosto, das 14h às 18h, fará com que os seus participantes entrem em contato com o processo de construção de um texto teatral. Seu conteúdo é baseado na pesquisa intitulada “A Dramaturgia do Espetáculo-Debate”, realizada no curso de mestrado PPGAC-UFBA pelo próprio ministrante. A oficina tem carga horária de 12h.

Aldri Anunciação é autor do texto e também compõe o elenco de Namíbia, não, juntamente com o ator Fernando Santana. Com direção de Lázaro Ramos, o espetáculo tem em seu argumento a seguinte situação hipotética: o ano é 2016 e o governo brasileiro decreta que todos os cidadãos de melanina acentuada sejam deportados para um país da África, como medida de reparação social. Com humor e inteligência, o espetáculo provoca uma discussão sobre as relações humanas no Brasil, a partir do confinamento de dois primos (André e Antônio) em um apartamento, onde tentam se proteger da ambiciosa Medida Provisória.

O espetáculo será apresentado no Teatro do Centro Cultural Banco do Norte nos dias 11, às 19h30 e 12 de agosto, às 16h30 e 19h30. Tanto a apresentação do dia 11, como a primeira do dia 12 serão sucedidas de debate com o público presente. A inscrição para a oficina e a entrada para o espetáculo são gratuitas.

Namíbia, não! conquistou Prêmio Jabuti de Literatura
O texto do espetáculo Namíbia, não! deu origem ao livro de mesmo nome que foi contemplado com o prêmio Jabuti de Literatura, na categoria ficção juvenil, no ano de 2013. Antes de ser transformado em livro literário, Namíbia, não! foi premiado diversas vezes.

Recebeu o Prêmio R7 de Melhor Texto de Teatro de 2012 - São Paulo, através de votação popular, que mobilizou mais de 100 mil votantes. Ainda foi contemplada com o Prêmio Braskem de Teatro 2011 - Salvador e o Prêmio Fapex - 2010, ambos na categoria Melhor Texto.

Aldri Anunciação
Aldri Anunciação é um ator/dramaturgo, com formação em Teoria do Teatro pela Unirio. Trabalhou no espetáculo do diretor mineiro Gabriel Vilela, O Sonho (August Strindberg). Escreveu cinco (05) textos de teatro, dentre os quais Namíbia, não! (Prêmio Jabuti de Literatura – 2013) e os textos inéditos, Memórias de Uma Travessia Interrompida, O Sistema Único e Embarque Imediato. Também é ator de cinema e televisão.

Lázaro Ramos - Diretor do Espetáculo
Namíbia, não! também marca a estreia de Lázaro Ramos como diretor teatral adulto. Com o espetáculo já realizou temporadas em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Fortaleza, Belo Horizonte, Brasília e Portugal, sempre com grande acolhida do público e da crítica especializada.

Nascido em Salvador-BA, no ano de 1978, Lázaro Ramos tem como formação cursos de teatro, dança e canto, além de ter integrado o Bando de Teatro Olodum. Além de um vasto currículo como ator de cinema teatro e televisão.
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Projeto “A Dramaturgia do Debate”
Oficina de dramaturgia, com Aldri Anunciação
Dias 08, 09 e 10 de agosto de 2017, das 14h às 18h
Carga horária: 12h.
Inscrições gratuitas

Apresentação Namíbia, não!
Dia 11 de agosto, 19h30 (apresentação será seguida de debate de 30 minutos com o público presente);
Dia 12 de agosto, 16h30 e 19h30 (a primeira apresentação será seguida de debate de 30 minutos com o público presente).
Entrada gratuita.

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sábado, 5 de agosto de 2017

‘A Missão’, filme de Roland Joffé, em exibição no Cine Café



Cine Café do CCBNB Cariri (com mediação e curadoria de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme A Missão
Ficha técnica:
Título original: The Mission
Direção: Roland Joffé
Roteiro: Robert Bolt
Elenco: Robert De Niro, Jeremy Irons, Liam Neeson, Ray McAnally, Aidan Quinn, Cherie Lunghi, Ronald Pickup, Chuck Low
Duração: 125 minutos
Ano: 1986
País de origem: Reino Unido

“Um violento mercador de escravos indígenas (Robert De Niro) acaba se convertendo para o lado dos jesuítas arrependido pelo assassinato de seu irmão. Ele vai participando das Missões na região da América do Sul, reivindicada por portugueses e espanhóis, e que será palco das Guerras Guaraníticas.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição no sábado, 05 de agosto de 2017, às 17h30
No Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri (Juazeiro do Norte). Entrada gratuita.

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quinta-feira, 3 de agosto de 2017

‘Meu Passado me Condena’, filme de Basil Dearden, em Barbalha



Cine Café Volante em Barbalha (com mediação de Elvis Pinheiro)
Exibição do filme Meu Passado me Condena
Ficha técnica:
Título original: Victim
Direção: Basil Dearden
Roteiro: Janet Green, John McCormick
Elenco: Dirk Bogarde, Sylvia Syms, Dennis Price, Nigel Stock, Peter McEnery, Donald Churchill, Anthony Nicholls, Hilton Edwards, Norman Bird, Derren Nesbitt
Duração: 96 minutos
Ano: 1961
País de origem: Reino Unido

“Na Inglaterra dos anos 60 ainda era crime a prática da homossexualidade masculina. Nesta situação muitos homens eram chantageados e tinham suas vidas destruídas.” (sinopse da divulgação do evento)

Exibição na sexta-feira, 04 de agosto de 2017, às 19h
No Auditório da Faculdade de Medicina, no Centro de Barbalha-CE. Entrada gratuita.

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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Rock Cordel 2017 faz homenagem aos 50 anos do Movimento Tropicália



O Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri realiza, entre os dias 16 a 20 de agosto, mais uma edição do Rock Cordel. O evento faz uma homenagem aos 50 anos da Tropicália com shows musicais, exposição, literatura, oficina e exibição de filmes. Neste ano, o evento conta com apoio da Secretaria de Cultura de Juazeiro do Norte e da Feira Gastronômica O Rancho.

Sucesso de público há vários anos, o Rock Cordel 2017 faz um diálogo com um dos momentos mais referenciais da arte brasileira, a Tropicália, que, entre vários outros, tem como ícones, músicos como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Rogério Duprat, Tom Zé e a banda Mutantes, além de outros segmentos, como o artista plástico Hélio Oiticica e o cineasta Glauber Rocha.

Surgido em 1967, o Movimento Tropicália foi marcado pela inovação das composições, nos arranjos musicais e na elaboração das letras que mudaram significativamente o panorama musical brasileiro. Já no contexto político, a Tropicália aparecia como um movimento contestador do regime militar, da censura às artes e aos meios de comunicação da época, através do Ato Institucional nº 5 (o famoso AI-5) e às torturas praticadas pela ditadura no Brasil.

O Rock Cordel 2017 contará com apresentações de 9 atrações musicais da Região do Cariri e de Fortaleza, no Ceará, e do estado de Sergipe, que possuem ligação com o Movimento Tropicália, seja na influência musical, no repertório ou em sua história.

Os shows acontecerão nos dias 16 e 17, no Teatro do Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri, e entre 18 e 20 de agosto, na praça do Teatro Marquise Branca.

Além das apresentações musicais, o Centro Cultural Banco do Nordeste preparou uma programação para todo o mês especialmente voltada para o tema do Rock Cordel 2017. Oficinas, inclusive para as crianças, Clube do Leitor, exposição e exibições de filmes devem dar a cara do Tropicalismo durante todo mês de agosto no CCBNB Cariri.

Neste ano há uma parceria com a Secretaria de Cultura de Juazeiro do Norte, que disponibilizou a estrutura do Teatro Marquise Branca para a realização dos shows musicais, exibição de filmes e para a instalação da exposição “Tropicalismo 50 anos”.

A exposição alusiva aos 50 anos do movimento tropicalista faz uma contextualização no tempo e espaço de seu surgimento, influências e influenciados nas artes, hábitos e costumes brasileiros nos idos de 1967 e 1968.

Outra novidade é que, na mesma área onde acontecerão os shows musicais na praça do Teatro Marquise Branca, acontecerá a tradicional Feira Gastronômica o Rancho, oferecendo mais uma opção para o público presente.

A programação completa pode ser conferida na página do Rock Cordel 2017 no facebook (www.facebook.com/rockcordelcariri) .

Toda a programação é gratuita.” (sinopse da divulgação do evento)

Rock Cordel 2017 - Tropicalismo 50 anos
Shows musicais, exposições, exibição de filmes, literatura
De 16 a 20 de agosto de 2017
Evento gratuito
Mais informações: (88) 3511.4582

Dias 16 e 17 de agosto no CCBNB Cariri
Rua São Pedro, 337, Centro, Juazeiro do Norte-CE

De 18 a 20 de agosto nas dependências do Teatro Marquise Branca
Rua Padre Cícero, s/n, próximo à Estação Teatro. 
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Programação do Rock Cordel 2017:

MÚSICA
Dia 16/08, quarta-feira:
19h: Quebra Tranca (Crato-CE)
Local: Teatro do Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri

Dia 17/08, quinta-feira:
19h: Aquiles Salles - Show Antropofagia Tropical (Juazeiro do Norte-CE)
20h30: Abidoral Jamacaru (Crato-CE)
Local: Teatro do Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri

Dia 18/08, sexta-feira:
19h: Casa de Velho (Fortaleza-CE)
20h30: The Baggios (São Cristóvão-SE)
Local: Praça do Espaço de Cultura Marquise Branca (Juazeiro do Norte-CE)

Dia 19/08, sábado:
19h: David Ávila (Fortaleza-CE)
20h30: Lorena Nunes - Show Homenagem à Tropicália (Fortaleza-CE)
Local: Praça do Espaço de Cultura Marquise Branca (Juazeiro do Norte-CE)

Dia 20/08, domingo:
19h: Esotéricos (Fortaleza-CE)
20h30: Os Transacionais (Fortaleza-CE)
Local: Praça do Espaço de Cultura Marquise Branca (Juazeiro do Norte-CE)


LITERATURA
Atividades infantis
Oficina: Faça você mesmo seu parangolé (Facilitadora: Maria Luisa Martins)
Dia 05/08, sábado, 15h
Local: Sala de Oficinas do Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri
Criado pelo artista Hélio Oiticica, o Parangolé é uma capa de tecido colorido usado sobre o corpo tornando-se uma vestimenta com cores e texturas que se destaca e ganha vida, quando vestida por alguém para dar a ele seus movimentos. A oficina se dará pela confecção de parangolés infantis utilizando-se de pinturas em tecido com várias formas criadas pelas

Recreação
Vozes da Tropicália na improvisação com crianças e adolescentes (Bárbara Leite)
Dia 12/08, sábado, 14h
Local: Sala de Oficinas do Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri
Desenvolver uma ação cênica com crianças a partir de algumas referências que fizeram parte da cultura do movimento considerado tropicalismo brasileiro (1967). Dentre as referências algumas letras de músicas interpretadas especialmente por Caetano Veloso, Gilberto Gil e Gal Costa, serão trabalhados trechos do texto dramático O Rei da Vela, de Oswald de Andrade. A partir desse estudo pretendemos construir cenas que dialoguem com as questões apontadas no discurso do movimento tropicalista e sua reverberação até os dias atuais.

Oficina
Explorando o Universo de Hélio Oiticica (facilitador: Cleiton Araújo)
Dia 12/08, sábado, 15h
Local: Sala de Oficinas Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri
Conhecer um pouco das obras do artista Hélio Oiticica, em que ele traz pinturas de formas geométricas (labirintos), trabalhos esses que fizeram parte do movimento Tropicalista, do qual o artista fez parte.

Artes Visuais
Abertura da Exposição Tropicalismo 50 Anos
Dia 18/08, sexta-feira, 18h
Local: Teatro Marquise Branca (Juazeiro do Norte-CE)
Exposição alusiva aos 50 anos do movimento tropicalista, contextualizando-o no tempo e espaço de seu surgimento, influências e influenciados nas artes, hábitos e costumes brasileiros nos idos de 1967 e 1968.

Audiovisual
Uma Noite em 67 (Dir. Renato Terra/Ricardo Calil, BRA, 2010, 93 min)
Dia 16/08, quarta-feira, 16h:
Local: Auditório Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri
Dia 20/08, domingo, 16h:
Local: Teatro Marquise Branca (Juazeiro do Norte-CE)
Final do III Festival da Música Popular Brasileira da TV Record, em 21 de outubro de 1967. Entre os candidatos que disputavam os principais prêmios figuravam Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil com Os Mutantes, Roberto Carlos, Edu Lobo e Sérgio Ricardo, protagonista da célebre quebra do violão no palco e lançado para a plateia, depois das vaias para “Beto Bom de Bola”. Com imagens de arquivo e apresentações de músicas como “Roda Viva”, “Alegria, Alegria”, “Domingo no Parque” e “Ponteio”, o filme registra o momento do tropicalismo, os rachas artísticos e políticos na época da ditadura militar e a consagração de nomes que se tornaram ídolos até hoje no cenário musical brasileiro.

Lóki - Arnaldo Baptista (Dir. Paulo Henrique Fontenelle, BRA, 2008, 120 min)
Dia 17/08, quinta-feira, 16h:
Local: Auditório do Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri
Dia 19/08, sábado,16h:
Local: Teatro Marquise Branca (Juazeiro do Norte-CE)
Lóki – Arnaldo Baptista é um documentário biográfico brasileiro de 2008 de longa-metragem dirigido por Paulo Henrique Fontenelle e produzido pelo Canal Brasil sobre a vida e a obra de Arnaldo Baptista, líder e fundador da banda Os Mutantes, um dos grupos musicais mais importantes da Música Popular Brasileira e fundamental no movimento conhecido por Tropicália. Além do próprio Arnaldo Baptista, vários artistas que acompanharam e participaram da trajetória dos Mutantes e da posterior carreira solo do músico, prestam longos e emocionados depoimentos.

Clube do Leitor
Consolidação do Movimento Tropicália na Cultura Brasileira
(Prof. Me. Émerson Cardoso - Juazeiro do Norte-CE)
Dia 11/08, sexta-feira, 14h:
Local: Teatro Memorial Padre Cícero
Em 1968, em plena ditadura militar, surgiu o Movimento Tropicalista Brasileiro, como forma de transgressão cultural que, na música, notabilizou-se pelo lançamento do disco Tropicália ou Panis et Circensis, tendo como seus protagonistas Tom Zé, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa, Torquato Neto, entre tantos outros. O Movimento Tropicalista conquistou outras formas de linguagens artísticas, tais como a poesia, o cinema, as artes plásticas, etc. Neste Clube do Leitor, aventaremos rapidamente sobre esse universo que sincronizou o mundo artístico-cultural, apesar de sua pouca temporalidade.

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terça-feira, 1 de agosto de 2017

Longe deste insensato mundo



por Ailton Jesus

“Bathsheba Everdene. Bathsheba. O nome sempre me soou estranho. Não gosto de ouvi-lo dito em voz alta. Meus pais morreram quando eu era muito jovem, portanto, não há a quem perguntar de onde ele vem. Cresci acostumada a estar sozinha. Há quem diga que acostumada demais. Independente demais”.

Essas são as palavras da protagonista Bathsheba Everdene (Carey Mulligan), que dão início à terceira adaptação para a tela do livro Far from the madding crowd (Thomas Hardy, 1874). No Brasil, o título do filme é Longe deste insensato mundo. Nele, Thomas Vinterberg, também diretor de A caça, indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2012, nos apresenta Bathsheba com todas suas características explicitadas: adentra sem medo a escuridão e o silêncio enquanto dialoga consigo, em contato com a natureza.

Bathsheba é uma camponesa que herda de seu falecido tio uma fazenda e toma com garra todas as responsabilidades advindas com a posse. No entanto, não são as burocracias e a descrença em uma mulher à frente dos negócios numa Inglaterra Vitoriana que desestabilizam a jovem, são as questões do coração. A vida acontece e coloca Bathsheba numa encruzilhada onde seus sentimentos fervem e qualquer certeza sobre qual caminho tomar é brisa que passa entre as cercas na vastidão dos planos abertos. Dispostos a ganhar seu coração – ou não – estão três personagens: Gabriel Oak (Matthias Schoenaerts), pastor de ovelhas que após perder seu rebanho torna-se empregado de Bathsheba; William Boldwood (Michael Sheen), vizinho da protagonista, fazendeiro rico, honesto e infeliz no amor; e o sargento Frank Troy (Tom Sturridge), intenso e sedutor, capaz de virar a cabeça de qualquer mulher.

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Quando se está assistindo a um filme, nos primeiros minutos ainda temos consciência do nosso espaço, da coluna recostada sobre a poltrona, da tela à nossa frente. Um bom filme conseguirá, após esse primeiro contato, nos levar para dentro de seu mundo e tudo que é alheio a tal mundo perde sua importância até que rolem os créditos.

Pois bem, após imerso em Longe deste insensato mundo, três pequenos trechos me chamaram a atenção com mais força, um de maneira negativa e dois de maneira positiva.

1. O pecado no rosto de Bathshebba
Mr. Boldwood convida Bathsheba para conhecer sua casa e, enquanto ela admira o interior do grande salão, ele a observa. A câmera então enquadra o rosto da moça e ainda aproxima, no intuito de repararmos na beleza de seu rosto através dos olhos de Boldwood. Perco o foco, e não pela beleza inegável de Carey Mulligan em trajes de época, mas por ver um recurso cinematográfico gasto que, apesar de eficiente, talvez devesse ter sido guardado numa das gavetas do casarão e retirado apenas quando seu uso fosse absolutamente necessário. Quando Vinterberg resolve lançar mão de um corte brusco que me leva diretamente ao rosto de uma personagem estonteante, reforçado por um zoom que em nada dialoga com a sutileza da conversa desenvolvida pelos dois, para mostrar que o interesse de um homem de bem por ela cresce, ele atavia em previsibilidade uma história que tudo tem para transgredir o romance comum. Vinterberg desloca a atenção do enredo para o recurso cinematográfico e o filme perde qualidade com isso.

2. Sombras da cadeia
O filme é cheio de paisagens verdes e casarões, cujos salões, quando preenchidos por apenas duas pessoas, parecem ainda maiores. A Inglaterra parece imensa aos olhos do diretor. Um dos melhores momentos do filme é justamente quando Vinterberg resolve fazer o caminho inverso. Quem já assistiu ao O homem dos olhos esbugalhados (Stranger on the third floor, Boris Ingster, 1940) deve se lembrar da magnífica cadeia criada apenas com um banco ocupado por uma figura encurvada pelo desespero e um salão sem fim com as sombras das grades denunciando o espaço de confinamento. Em Longe deste insensato mundo, a prisão de um personagem é feita apenas com um banco de madeira, uma parede, uma sombra e um corte que contrapõe o personagem a uma árvore a perecer no inverno. Quando Vinterberg retira todos os adornos e deixa a tela limpa, preenchida apenas pelo essencial, seu filme cresce.

3. O silêncio da protagonista
A história se aproxima do fim e decisões são tomadas pela pressão do destino. Gabriel já havia deixado claro que não esperaria para sempre, e Bathsheba só percebe o tamanho dessa verdade em sua vida quando não há mais tempo para pensar e vai a seu encontro na tentativa de convencê-lo a ficar. Palavras são trocadas e um beijo esperado desde o início do filme finalmente acontece. Então, Bathsheba é deixada sozinha na tela, o verde mais bonito ao seu redor e o sol contra seu rosto. Ela enxuga uma lágrima com a mão esquerda e por sete segundos intermináveis permanece ali, em silêncio, talvez tão absorta quanto eu a observá-la, com uma música ao fundo que triunfa em ambiguidade. São sete segundos preciosos onde nada é certo e o desejo ingênuo de um final feliz oscila em corda bamba. Sete segundos que acontecem antes do fim do filme e que são mais importantes que o final em si. Vinterberg está de parabéns.

Feitas as devidas considerações, só posso concluir que o filme é maravilhoso. Não esperava menos de Vinterberg, do elenco - que me instigou a assistir o filme - e elogiaria também Thomas Hardy, não fosse o fato de ainda não ter tido acesso a sua obra.
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Ailton Jesus: estudante de Engenharia de Materiais. Por obra do destino também é ator, quando sobra tempo, músico, e usa o cinema como ferramenta de autoconhecimento.

Texto originalmente publicado na SÉTIMA: Revista de Cinema (edição 38, de dezembro de 2016), que é distribuída gratuitamente na Região do Cariri cearense. A Revista Sétima é uma publicação do Grupo de Estudos Sétima de Cinema, que se reúne semanalmente no SESC de Juazeiro do Norte-CE.

Textos recentes da Revista Sétima postados no Blog O Berro:
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- Na escuridão, te dedico. Sobre O Paciente Inglês
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- V de Ideia
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